Para uma ontologia relacional do desenvolvimento: Reconceitualização crítica da sustentabilidade como processo endógeno e complexo.
DOI:
https://doi.org/10.46380/rias.v9.e631Palavras-chave:
governança territorial, limites biofísicos, participação comunitária, racionalidade ambiental, Sumak KawsayResumo
Este ensaio apresenta uma síntese analítica e interpretativa dos fundamentos teóricos e epistemológicos que sustentam a sustentabilidade como um novo paradigma de desenvolvimento. A partir de uma perspectiva epistemológica crítica e relacional, adotou-se como estratégia metodológica a revisão documental e a análise crítica da literatura especializada. Por meio de um exame crítico da evolução histórica do conceito, da racionalidade instrumental da modernidade ao reconhecimento dos limites biofísicos do planeta, foram desconstruídas as visões reducionistas que subordinaram a natureza ao crescimento econômico linear. Como principal achado, a contribuição central reside na proposta de reconceitualizar o desenvolvimento sustentável como um processo endógeno e multidimensional, que integra as dimensões ecológica, econômica e social em um arcabouço operacional voltado à garantia do equilíbrio ecossistêmico e da equidade intergeracional.
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